Sabia-se pouco sobre fabricação de pranchas no Brasil. As informações chegavam em revistas importadas, filmes ou alguma prancha "gringa" que pintasse no pedaço. Para os garotos surfistas, com a cabeça cheia de sonhos, qualquer garagem se transformava fácil, fácil numa fábrica de pranchas.
A Shine funcionava numa dessas garagens improvisadas, com uma "produção" de 4 a 5 pranchas por mês. Os compradores eram amigos que funcionavam como "cobaias" e até ajudavam no acabamento das pranchas.
Uma época mágica, onde caminhar de Santos até o Tombo (Guarujá) carregando pranchas grandes e pesadas parecia fazer parte da festa da moçada.
Isopor "shapeado" com ralador de côco, laminado com resina epóxi, antes disso isolada com celofane e cola e pintada com tinta automotiva ou resina poliéster tingida.
Vieram os primeiros blocos de poliuretano e junto com eles as plainas.
As longarinas ainda dificultavam, precisavam ser substituídas por outras mais grossas, por influência dos filmes Havaianos as pranchas eram ainda muito grandes e pesadas.
No final da década de 70, o circuito mundial começou a traçar sua rota por terras "brasilis" e aí começou a influência de shapers do mundo inteiro. As pranchas grandes e pesadas vão aos poucos perdendo terreno para pranchas mais leves e manobráveis. O começo da Era das Pranchinhas por aqui.
A Shine participa de todo esse processo desde 1972 e se orgulha disso! São 37 anos de shape, acompanhando a evolução do surf e dos surfistas.